sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

O Cassado


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CÁSSIO, EM SOLENIDADE OFICIAL: amor pelo poder desde o berço
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Cássio Rodrigues da Cunha Lima é advogado, formado em Direito pela Universidade Estadual da Paraíba. Nasceu em Campina Grande, na Paraíba, no dia 5 de Abril de 1363. Em 1968, com apenas 5 anos, se mudou com a família para São Paulo, por ocasião da perda dos direitos políticos de seu pai, o então prefeito recém eleito Ronaldo Cunha Lima, que foi cassado no período da ditadura militar. Em 1983, com apenas 23 anos, já de volta à Paraíba, eleito democraticamente deputado constituinte. Como deputado, foi autor, entre outras leis, da lei que regulamenta a gratuidade do transporte público para idosos. Dois anos depois, Cássio é eleito prefeito de sua cidade, Campina Grande. Com muito carisma, Cássio se tornou um ídolo da esfera política regional, assim com seu pai também o era.
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O GOVERNADOR em uma de suas aparições como pagodeiro
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Sua carreira política é extensa: Ele ainda foi prefeito de Campina Grande por mais duas vezes, sendo que na ultima, em 2000, foi eleito com 71% dos votos. Também foi presidente da SUDENE - Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (1992 a 1994), e mais uma vez deputado federal (1994), chegando a ser o vice-lider de seu partido, o PMDB.
Em 1998, ouve um racha no PMDB paraibano, que veio se oficializar apenas em 2001, quando o chamado grupo Ronaldista desfilia-se em massa do PMDB, e ingressam no PSDB. Daí por diante, Cássio Cunha Lima e José Maranhão passaram de aliados a ferrenhos adversários. Em 2002 e em 2006, Cássio Cunha Lima é eleito e reeleito governador da Paraíba. Apesar de já ser um grande líder, durante o período em que foi governador, Cunha Lima jamais conseguiu, enquanto ocupou o governo do estado, eleger um aliado prefeito de sua cidade, Campina Grande, que hoje é governada pelo grupo Maranhista (PMDB).
Como praticamente todo mandatário do poder executivo, Cássio Cunha Lima utilizou de forma intransigente a maquina pública para se promover e assim angariar votos para sua reeleição. Com isto, acabou sendo cassado com apenas seis meses de seu segundo mandato de governador da Paraíba. Cássio ainda conseguiu se manter no cargo, para a alegria de seus fieis (e em grande parte fanáticos) eleitores, por cerca de 1 ano e meio. Quando acabaram suas ultimas liminares para permanecer no cargo.
Surprendetemente, a cassação de Cássio Cunha Lima não diminuiu seu brilho. Ele deixa o governo do estado com algo em torno de 69% de aprovação popular. É bom esclarecer que Cunha Lima não foi eleito para tantos mandatos apenas “comprando votos”. O meu mesmo ele nuca comprou. O fato de ele ter sido cassado não exclui seus muitos méritos com político e homem público.

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Na frente, RICARDO COUTINHO, a nova liderança política. Atrás, CÁSSIO, que já enjoou
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Só pra exemplificar, falando em contas, Cássio deixou a folha do funcionalismo público referente a fevereiro paga com 15 dias de antecipação, e ainda cerca de R$ 153.000.000,00 nos cofres públicos. Em comparação, quando assumiu o governo pela primeira vês em 2002, recebeu de seu antecessor o estado com apenas R$ 2.000.000,00 em caixa e uma folha de pagamento atrasada por pagar. Não restam dúvidas de que pelo menos bom gestor ele era.
Em Campina Grande, metade das pessoas idolatram de forma ignorante Cássio Cunha Lima. Fora estes, uma parte vota nele naturalmente, sem muita paixão. Somando estes dois grupos, Cássio tem em dois terços da população campinense um eleitorado fiel. Em 2010, poderá se eleger senador ou até governador, já que sua reeleição foi invalidada com a cassação. Eleito ele provavelmente será, já que a população, que em sua maioria considera que todos os políticos se utilizam dos mesmos meios para se eleger (prefiro nem comentar quais), não aprovou a decisão da justiça.
Pra terminar, é de se notar no entanto que estes personagens políticos (tanto José Maranhão quanto Cássio) estão já enjoando o povo, por assim dizer. Surge uma nova liderança, Ricardo Coutinho, do PSB, prefeito de João Pessoa. Espero que Cássio desapareça por uns tempos. É bom para o povo e pra ele, assim talves diminua o enjôo...

Um comentário:

Aura Sacra Fames disse...

Lembre-se na democracia quem escolhe os políticos são os próprios políticos, é uma liusão dizer que essa decisão passa pelo povo.


Desculpe-me pela ausência.
Abraços
aurasacrafames.blogspot.com