quarta-feira, 28 de março de 2012

Observações sobre o governo municipal de Campina Grande: Administração do “grupo de Cássio” versus administração do “grupo de Veneziano”


É interessante lembrar que já fazem mais de 10 anos que Cássio deixou a prefeitura de Campina. Ou seja, eu não me surpreenderia se essa pesquisa tivesse outro resultado, devido à pouca lembrança das pessoas e à manipulação das informações – A propaganda oficial de praticamente todos os governos, especialmente o de Veneziano, tenta convencer os "bestas" que de que a atual gestão é a melhor de todos os tempos com ações pífias (como recapeamento de ruas e manutenção estrutural de escolas públicas) e capciosas (como a "reconstrução do teatro", que na verdade foi uma limitada reforma feita a passos de tartaruga em cerca de três anos, e a “feira da prata”, cujo projeto só fez piorar a situação dos comerciantes que foram pro meio da rua e não voltaram para a parte coberta, parte essa que foge completamente da ideia culturalmente concebida de feira pública).

Cássio e seu grupo, com certeza fizeram mais por Campina, por várias razões: Primeiramente o perfil: Cássio é mais inteligente, melhor gestor, mais ousado, menos politiqueiro. Em segundo lugar, ele teve mais tempo, já que sozinho teve três mandatos. E em terceiro, considera-se que em seu ultimo mandato ouve a privatização da CELB que encheu os cofres do município possibilitando grandes ações em toda cidade (esse período correspondeu basicamente ao início da minha adolescência, período em que, por exemplo, o meu e vários bairros de Campina Grande foram saneados, e em todas as regiões). Ou seja, a questão não é apenas um fez mais e o outro fez menos, um é melhor e o outro pior. Admita-se que um teve mais oportunidades e mais meios para fazer mais.

Para concluir, ressalto que muitas vezes a memória que se faz de determinada coisa é uma memória forjada tão somente pela retórica, por um discurso que não corresponde necessariamente à realidade. A imagem abaixo exemplifica mais ou menos essa ideia:



Por exemplo, de tanto se dizer as massas “Esse governo é o melhor da história”, as pessoas acabam repetindo isso, mesmo que seja verdade ou não. No entanto, acredito que há limitações para este método. No caso de Veneziano, isso só colou para aproximadamente 25% da população. Quem sabe mais oito anos de discursos e propaganda oficial não arrebatassem a memória de 50%...

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