sábado, 13 de dezembro de 2008

Capital Monopolista

Roberto Setúbal, do Itaú, e Pedro Moreira Salles, do Unibanco: QUANTO MAIS TEM MAIS QUER
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Como já disseram (e ainda dizem) muitos, o capitalismo é "selvagem". O nosso sistema econômico valoriza o capital, despreza o lado social. O capitalismo é simplesmente a política de concentração de capital nas mãos de poucos gananciosos que quanto mais têm mais querem. Os americanos são conscientes disto, já que são orgulhosamente imperialistas. Exemplo disto é que durante as eleições americanas, uma eleitora de Jonh Mcain dizer com todas as letras numa reportagem que não votaria em Obama porque ele iria distribuir renda, o que é um absurdo pra quem mora na maior potencia do mundo.
Enquanto os americanos são sinceros em serem desumanos, no Brasil reina um discurso hipócrita por parte dos governos, como se existisse um capitalismo social, com igualdade e distribuição de renda. Isso é o que se fala a todos os poros, porque nos cochichos é que os grandes detentores de capital são beneficiados pelo governo. Exemplo disto é o sólido casamento entre o governo Lula e os banqueiros. É uma farra: enquanto os bancos do mundo sofrem graves dificuldades financeiras, os Bancos do Brasil batem consecutivos recordes de lucros, provenientes de altos juros impostos ao consumidor.
Nestes últimos dias, enquanto estourava a crise mundial, Itaú e Bradesco formaram uma Rolding que constituí hoje o maior Banco do Brasil. A cobertura do fato pela imprensa foi uma esparrela. Imprensa esta que recebe altas cotas de patrocínio dos banqueiros. O Jornal Nacional, por exemplo, fatura por baixo uns R$ 2.000.000,00 por dia do Unibanco. A fusão dos dois bancos foi propagada de uma forma ridícula: "os clientes de Itaú e Unibanco agora fazem parte de um dos maiores bancos do mundo". Um colega de universidade chegou a me perguntar se a criação da Rolding Itaú-unibanco era boa ou ruim para ele, cliente do Itaú. Poucos se deram conta da verdade sobre isto tudo. Vamos a ela: A fusão dos dois bancos foi tão somente uma medida monopolizadora do mercado. Quanto menos concorrência, menos as opções para o cliente, maior o controle dos banqueiros sobre os lucrativos juros. É um atentado á livre-concorrência. Concluindo, é péssimo para os clientes!
Antes disto, no ano passado, um fato interessante aconteceu quando alguém na imprensa se atreveu a abrir a boca e escancarar a farra dos banqueiros do Brasil. A jornalista comentarista de economia Salete Lemos, quando apresentava o Jornal da Cultura, da TV estatal paulista de mesmo nome, resolveu "descer o sarrafo" nos banqueiros. O seu comentário está no vídeo abaixo:




Sabe o que aconteceu depois? Ela foi demitida. Porque será, em?

3 comentários:

Rafael Iglesias disse...

É desprezar o social é o pior de tudo...

disse...

As vezes eu tenho vergonha de ser brasileira. De fazer parte de um país que tudo pode para os ricos, e os pobres que se danem.
É simplesmente uma catastrofe!

Miriã Soares disse...

Revoltante, essa farra com dinheiro alheio. Aqui no Brasil, por causa a hipocrisia disfarçada, se torna pior que nos EUA. E essa jornalista demitida, que horror...