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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Sobre a atual discussão em torno da UEPB

O que vejo no específico é oportunismo político por parte Reitoria: Até agora o que vi foram especulações e jogo de palavras (que acabam se tornando inverdades) da administração central da UEPB, confrontadas com a realidade dos fatos apresentada pelos representantes do governo do estado. O que eu perguntaria aos representantes da gestão central da UEPB é o seguinte: se "o estado rasga a LEI de autonomia da UEPB", então porque a questão não é resolvida na justiça. Ora, se há descumpridores de lei, então cabe processo, cabe Ministério público, caberia até prisão de Ricardo Cotinho (cito aqui esse discurso pobre de muitos que pessoaliza os governos e apequena os debates, que acho temerário).

No mais geral, eu entendo que o maior problema da UEPB é a irresponsável e inconseqüente política de expansão empreendida em comum acordo entre gestão da UEPB e governo estadual desde a lei da autonomia. A realidade que vejo é que desde a autonomia financeira, o orçamento da UEPB tem crescido não para a melhora qualitativa da instituição, mas sim para a abertura de novos campi com motivações políticas (os governadores trocam campus da UEPB por votos e apoio de prefeitos).

O inchaço apenas quantitativo da UEPB provocou o que temos hoje: uma universidade grande demais que o estado da Paraíba (um dos mais pobres do Brasil) tem grandes dificuldades de custear. Eu entendo que deveria haver por parte do governo estadual um condicionamento para aumento do duodécimo, q seria aumentado gradualmente até 7% (que pelo que sei é o previsto), desde q a gestão da UEPB firmasse o compromisso de investir os recursos anexados prioritariamente não para abertura de novos campi, mas para a melhora qualitativa da instituição.

É interessante lembrar que todos, inclusive os líderes do chamado movimento "estudantil" (que na maioria dos casos não passa de palanque ideológico de determinados grupos de esquerda), foram e ainda são plenamente favoráveis à expansão sem qualidade da UEPB, crendo na máxima de que é melhor universalizar sem qualidade do que não universalizar. Ora, vejam só o exemplo do q aconteceu com o Ensino Fundamental durante o governo FHC: Se universalizou sem qualidade e hoje não vale mais nada.

Hoje, a grandeza acadêmica da UEPB se deve tão somente ao esforço dos estudantes, que estudam em muitos casos em prédios condenados, muitas vezes com grandes dificuldades em acessar material didático e com uma assistência estudantil que é uma piada de tão vergonhosa e insuficiente (Ex.: bolsas no valor de cento e poucos reais). Isso porque a depender da gestão central da UEPB, esta instituição daria o mesmo resultado que deu o Ensino Fundamental nacionalmente nos anos da universalização.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Pontuações acerca da Reforma Política

De fato o Brasil precisa urgentemente de uma reforma política. Porem, como no âmbito do congresso nacional o trabalhar em causa própria é o que mais se vê, o mais provável é que haja uma reforma política que provavelmente favorecerá os políticos, e dificilmente favorecerá o povo. Vô fazer aqui algumas poucas pontuações (haveriam muitas, mais pretendo coloca-las homeopaticamente).

Um dos principais problemas do sistema político brasileiro é o escandaloso e criminoso uso (direto ou indireto) da máquina pública em campanhas políticas. Na raiz do problema está o fato de que a população nunca saberá separar o governante do candidato. Isso faz com que, no poder executivo, o fenômeno de determinado candidato estar exercendo o cargo a qual concorre (prefeito, governador ou presidente), já automaticamente desequilibra o pleito.

Outra questão é que é insustentável que o Brasil permaneça com essa freqüência demasiada de eleições (a cada dois anos), isso porque, alem de outros males, faz com que os gestores passem a maior parte do tempo de seus mandatos pensando e fazendo todo tipo de articulações para as próximas eleições. Isso dificulta e muito a implementação de políticas de estado que favoreçam o conjunto da população, e de políticas de governo, que são descontinuadas.

Um outro ponto interessante é a atual utilidade da reeleição consecutiva para cargos do poder executivo. A reeleição for criada principalmente porque os gestores afirmavam ter dificuldade de implementar as ações dos seus planos de governo em 4 anos, por isso, pediam e pedem sempre mais 4 anos para, segundo eles, terminar o que começaram.

Portanto, se a reeleição favorece a corrupção e a politicagem e um mandato de 4 anos é pequeno demais, O que fazer então? Proponho a seguir uma solução:

Proposta 1 - Mandato de 6 anos para cargos executivos e fim da reeleição consecutiva – Com seis anos de mandato, o gestor executaria tranquilamente seu plano de governo, sem se preocupar com reeleição. Com isso, não haveria mais tantas eleições.

Proposta 2 - Divisão do calendário eleitoral entre eleições unificadas para cargos do poder executivo e eleições unificadas para cargos do poder legislativo – Haveriam dois calendários eleitorais distintos e autônomos entre si: as eleições para todos os cargos do poder legislativo, de 4 em 4 anos; e eleições para todos os cargos do poder executivo, de seis em seis anos. Os mandatos para cargos do poder legislativo continuariam sendo de quatro ou oito anos, com direito a reeleição, do jeito que já é. É claro que em algumas vezes haveria a coincidência de os dois processos eleitorais acontecerem em um mesmo ano, porem, a freqüência de eleições diminuiria bastante.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

VERGONHA: Governo Dilma reduz em 10% verba para universidades

Surpreendeu o anúncio feito pelo governo federal no último dia 21 de fevereiro de corte nas verbas do Ministério da Educação na ordem de R$ 1 bilhão, o que poderá diminuir em até 10% os recursos para as universidades federais. Ao todo, esse valor é equivalente a quase duas vezes o que o MEC gastou com livros do 1º ao 5º ano do ensino fundamental em 2010 e faz parte de um corte de R$ 50 bilhões no orçamento da União. A surpresa está no fato de que o corte ocorre em um momento de propalado crescimento da economia. Ora, se a economia cresce e há, portanto, mais dinheiro sendo arrecadado pelo governo, porque realizar cortes em áreas sociais?

Nota-se que nenhum dos cortes foi realizado nos juros que são pagos aos banqueiros através da chamada dívida pública. Esse pagamento consome mais de 30% do orçamento do governo e serve unicamente ao enriquecimento de um punhado de banqueiros e especuladores.

O governo, ao invés de enfrentar esses interesses, segue economizando do financiamento da educação, da saúde e da habitação para guardar dinheiro para aumentar ainda mais os lucros desses setores. Para piorar, no dia 15 de fevereiro, a ministra do Planejamento Mirian Belchior anunciou que em 2011 não devem ser feitas contratações, nomeações para o funcionalismo público de aprovadas em concursos públicos, nem novos concursos. Um absurdo!

Não podemos ficar parados quanto a isso. Enquanto o governo privilegiar os banqueiros e o pagamento da dívida pública, a educação em nosso país não será prioridade. Esse é o momento de nos unir e lutar por nossos direitos.

*Adaptado do Jornal do DCE da UFCG

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Em minha opinião nesses primeiros 100 dias de governo Dilma apenas herdou a popularidade do governo Lula. No entanto, qualquer mudança de prática de governo que tem ocorrido em 2011 foi pra pior. Isso sem falar da pratica política da presidente, de que falarei numa próxima vês...

sexta-feira, 11 de março de 2011

VERGONHA: Veneziano retira ônibus estudantil de Galante

Segue abaixo texto de estudante prejudicada com a perseguisão do prefeito Veneziano aos estudantes do Distrito de Galante e outras localidades:


PREFEITURA DE CAMPINA GRANDE RETIROU O ÔNIBUS ESTUDANTIL E NÓS ESTUDANTES DE GALANTE, SANTA TEREZINHA, PORTEIRA DE PEDRA E VILA CABRAL ESTAMOS AMEAÇADOS DE PERDER O PERÍODO LETIVO

Somos mais de 50 estudantes que residimos no Distrito de Galante, Santa Terezinha, Porteira de Pedra e Vila Cabral estamos prejudicados pela falta de transporte escolar, pois o Prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rego e o Secretário de Educação, Flávio Romero, retiraram o ônibus que desde o ano de 1989 era disponibilizado para estudantes dessas localidades. O problema é muito grave e se não for tomado uma solução imediata, o prejuízo será incalculável, podendo ocorrer perda do ano letivo.
O problema ocorre principalmente no turno noturno, quando freqüentamos vários cursos: de História, Administração, Economia, Pedagogia, Letras, e mestrado em História na UFCG e nos cursos de Pedagogia, Letras, Química, Matemática, Direito, Biologia e História na UEPB. Além dos estudantes universitários, estão prejudicados os alunos do ensino técnico que fazem cursos na Escola Técnica Redentorista, Escolas de Enfermagem (Paulista, CEAS, Nossa Senhora do Carmo) e SENAI. Cursos profissionalizantes da Escola Normal, alunos matriculados em Cursos de Informática básica, além dos alunos que se preparam para o vestibular que estudam no Cursinho pré-vestibular solidário da UFCG, do SESC e algumas escolas particulares. Os ônibus para Galante, Santa Terezinha e Porteira de Pedra só estão em circulação até às 20h pela empresa Transnacional, após esse horário, os estudantes dessas localidades não dispõem de transportes coletivos.
No dia 17 de fevereiro, uma comissão de estudantes se reuniu com o Sr. Prefeito Veneziano Vital do Rego e o Vereador Antônio Pimentel, quando foram informados que a prefeitura não iria mais disponibilizar o ônibus principalmente no turno da noite, porque o governo municipal não teria responsabilidade com estudantes universitários, de nível técnico e profissionalizante

Estará mesmo o Senhor Veneziano impedido de autorizar despesas com um ônibus para transportar estudantes carentes de comunidades pobres? Pode sim, e não é obrigado utilizar as verbas do FUNDEB. O Governo Veneziano dá ao Treze e ao Campinense R$ 70.000 por mês a cada clube, porque não pode pagar um ônibus para garantir que estudantes pobres não percam o ano letivo? As justificativas utilizadas não convencem e demonstra a falta de responsabilidade do prefeito e do Secretário de Educação com a educação do povo.

Por que tal atitude somente fora tomada com a mudança do cenário político estadual? Por que justamente agora estão negando transporte para mais de 50 estudantes? Prezar pela educação é negar o direito aos alunos a seguirem o percurso normal de seus cursos? Retirar de nós o direito ao acesso a educação é cometer um crime contra jovens cidadãos que acreditam que a escolarização a profissionalização é um meio de desenvolvimento pessoal e a garantia de crescimento do local.

Estamos sendo vitimas de querelas politiqueiras e atitudes mesquinhas dos que governam o Município de Campina Grande?
Se essa situação não for resolvida logo, nós estudantes corremos o risco de perder o ano letivo, pois já perdermos mais de duas semanas de aulas e por essa razão, através do DCE-UFCG e DCE UEPB protocolamos uma reclamação no Ministério Público e aguardamos uma reunião com a Gerente da 3ª Região de Ensino para que seja tomada uma solução urgente. Nós estudantes de Galante, Santa Terezinha, Porteira de Pedra e Vila Cabral estamos muito prejudicados e muito abalados com a possibilidade de perda do ano letivo se as providencias não forem tomadas com urgência.


Campina Grande, 10 de março de 2011.

IVONE AGRA BRANDÃO
Estudante do curso de mestrado em História pela UFCG
Contato: 8823-9538

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Carlos Nascimento, o PT e a demagogia



CARLOS NASCIMENTO, no SBT Brasil: "Toda a imprensa informa o que é de interesse público, e os deputados não gostam disso". Generalização demagógica


Nesse período do ano estou podendo observar um pouco da programação de TV aberta no Brasil. Tenho rido muito, acredito que pela razão do modo com que eu tenho acesso à informação atualmente estar tão alem do que a TV oferece, que praticamente tudo parece engraçado (tragicômico).

Nisto, ontem a noite no noticiário “SBT Brasil” foi exibida uma reportagem, em tom crítico (portanto parcial), acerca de uma cartilha distribuída pelo Partido dos Trabalhadores à parlamentares eleitos, dando algumas orientações para o comportamento destes no Congresso Nacional, com atenção especial para o tratamento com a imprensa. Nesse ponto, entre outras coisas, a cartilha diz com todas as letras que a imprensa é parcial e vem tratando o governo do PT com “má vontade”. Em seguida, o ancora do programa, Carlos Nascimento, teceu comentário sobre a reportagem dizendo que a imprensa informa o que é de interesse público e que os deputados não gostam disso.

Os dois lados, tanto a cartilha do PT quanto Carlos Nascimento, estão (em maior ou menor nível), parcialmente certos (e parcialmente errados). No entanto, foi o discurso demagógico ao extremo de Carlos Nascimento que me chamou mais atenção. Ele faz o que praticamente toda a imprensa faz, usar o poder de alienação em beneficio próprio para se blindar de tudo e de todos. A grande imprensa se declara salvadora da pátria, símbolo da democracia, livre, independente, imparcial, de interesse público, etc., e por isso não admite ser censurada, questionada ou criticada. Quem questiona a grande imprensa é rechaçado pela mesma, que coloca a massa contra. É assim que funciona. A verdade é que a grande imprensa desse país é, em sua maior parte, meio de uma certa elite dominar e alienar as massas. É fato que a maior parte da grande imprensa é sim parcial, tem editorial direcionado e tem ligações com partidos políticos. Essa verdade é negada.

Digo, no entanto, que não sou totalmente contra a parcialidade jornalística, afinal de contas muitas vezes IMparcialidade rima com falta de opinião. O que me posiciono contrariamente é a imprensa ser parcial e negar isso. Ora, negar pra que? Acho digna a opinião dos jornalistas quando ela é declarada. No caso de Carlos Nascimento, é lamentável a sua demagogia. Nesse jogo de poder ninguém é santo!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Mudança X Coalizões

Vejo em Marina Silva a única opção até agora pra presidente, e pros que querem mudança (sim, eu ainda acredito nisto).

Pra quem ta gostando do que hoje se vê, tanto faz votar em Serra ou Dilma. Dentre esses dois, Serra pode ser considerado mais capacitado pro cargo de presidente da república. Ele diz, ou seu marqueteiro mandou dizer, que se preparou pra isso a vida toda. Já Dilma por sua vês, é mais capacitada que Lula, que atualmente assina papéis no Palácio do Planalto. Portanto, se Dilma ganhar, a estrutura do PT vai continuar governando em coalizão com gente que também coalizava com Fernando Henrique Cardoso, a citar, PMDB. Se Serra ganhar, vai governar com um pouco menos de dependência da estrutura, mais vai coalizar com gente que coaliza com o PT, caso de Aécio Néves, e que coalizavam com Lula, caso do PMDB e de Cássio Cunha Lima. Ou seja de fato não há diferenças relevantes entre os dois. Como eu já li ou ouvi em algum lugar, entre Serra e Dilma, poderemos escolher entre continuar ou continuar.
 
Marina, e seu projeto são, no mínimo, melhores.

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Recomendo a leitura do artigo “PT e PSDB Aliados”, de Rudá Ricci, que li por indicação de socioweb. Leia com crítica, identificando o que não concorda (não concorde com tudo, questione). Tem muita coisa boa!

quarta-feira, 31 de março de 2010

Entre a propaganda e a realidade

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LENA GUIMARÃES, secretária de Comunicação da Paraíba, que sentiu na pele o problema da segurança pública
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No clássico O Elogio da Loucura, o autor Erasmo de Roterdam diz que apenas os loucos podem atingir a felicidade suprema porque constroem um mundo imaginário onde tudo é perfeito. Pra si e para os outros. Ainda segundo ele, quem convive com a realidade jamais poderá ser tão feliz e satisfeito.


Ao ver seu motorista seqüestrado e seu veículo usado em três assaltos em João Pessoa, a secretária de Comunicação da Paraíba, jornalista Lena Guimarães, esteve ontem muito perto de confrontar esses dois mundos: o real e o imaginário. Responsável pela imagem do governo, cabe a Lena construir, junto com os demais membros do setor, universos em que tudo pareça perfeito. Em que a segurança pública da Paraíba pareça perfeita. Onde o crime é devastado a cada dia e os criminosos parecem acuados ante à pujança das nossas instituições policiais.


Lena Guimarães sentiu de perto no 26 de Março passado, e especialmente o pobre Jailson, o motorista que a carrega todos os dias de casa para o gabinete, que há uma distância enorme entre o sonho e a realidade. Entre a propaganda e vida real.

No universo da propaganda, não há espaço para o assassinato de uma procuradora do Estado na rua em plena luz do dia. Não há espaço para fuga de presos de uma penitenciária máxima. Não há espaço para delegacias sem delegados.

A propaganda, neste caso, serve de anti marketing. Confirma que o governo mente. E que se esforça para criar um mundo imaginário, sob a máxima de Montaigne pela qual “nenhum governo consegue evitar o uso da mentira para manter o povo sob seu jugo”.

Na vida real, não há espaço para propaganda. E só os loucos, de fato, podem se sentir felizes num ambiente desse em que vivemos.

* Adaptado do Blog do Luis Torres
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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Filosofia política e inconclusões

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LULA E DILMA
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A corrupção dos políticos é algo que impressiona a todos. O próprio The New York Times já afirmou que no Brasil o noticiário de corrupção tem praticamente a mesma relevância que as novelas. E de fato, acompanhamos todos os dias nos jornais os capítulos do que julgamos como sendo os mais esdrúxulos e indignos comportamentos, os denominados escândalos. Isto muitas vezes se refere a supostas irregularidades cometidas durante os mandados dos agentes políticos. Contudo, há também os “escândalos” de campanha, que em nada ficam atraz dos de mandato.

Neste ano, contemplamos uma das piores faces do presidente Lula. Ele está fazendo comícios pré-eleição por todo o Brasil com sua pré-candidata a presidência, Dilma Russef, a mulher que ele deseja transformar em presidente a partir do PAC, da mesma forma que FHC se tornou presidente a partir do Plano Real. Lula faz comícios pra Dilma com dinheiro público. O contribuinte é quem paga, e isso não é em hipótese alguma financiamento público de campanha. Lula faz isso plenamente consciente das ilicitudes que está cometendo (tais como pré-campanha, desvio de finalidade do dinheiro público, etc).

Mais nem adianta fazê-lo bode expiatório. Eu não conheço político que não faça isto. O uso da máquina administrativa em favor pessoal já é praxe dentro do poder público. A reeleição consecutiva é praticamente a instituição legal disto, visto que a população não sabe separar o político do candidato. Este tipo de corrupção é tão comum que chega até a ser involuntário. Contudo, na maioria das vezes isto é voluntário, e ao máximo. Os desvios de recursos públicos são freqüentes e visíveis (vê-se comumente por exemplo, o arrocho nas contas de uma prefeitura após as eleições. Fica claro que o prefeito de alguma forma desviou dinheiro do povo para sua campanha, por isso a contenção de gastos no pós-eleição). Sobre o assunto, passa na cabeça da classe política algo como: "Em eleições, tudo é permitido aos candidatos, inclusive o proibido!"

O que então seria isto? Falta de vergonha? De escrúpulos? Sacanagem? Não. Isto é filosofia política pura. Isto é Maquiavel. Isto é: “não importam os meios se os fins são nobres”. A interpretação disto é: não importam os meios se eu acho que os fins são nobres, não importam os meios se irei sair beneficiado com os fins. Isto é filosofia política, feita para monarcas mas apropriada por republicanos, escrita a cerca de 400 anos, mais praticada até hoje. E o que mais choca é que isto é algo humano. O discurso “bonzinho” é na maioria das vezes só discurso.
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EU: interpreto este perfil como de sofredor, cansado, mais esperançoso, mais ou menos o que sinto quando escrevo este texto
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Mais eu paro minha crítica por aqui. As conclusões que tiro disto tudo vão contra as minhas convicções sobre de ética, de honestidade e de cristianismo. As conclusões que tiro vão contra a minha esperança de que existam pessoas melhores. Portanto, prefiro nem concluir, para que minha convicções não sejam ainda mais abaladas.
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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Festa no País do futuro

POR ALBERTO DINES

Enfim, está garantido o amanhã. Pelo menos até 2016. Mais uma vitória de Lula - ele é “o cara”. Bateu o casal Obama, os Reis de Espanha e o Imperador do Japão. Pela primeira vez uma cidade sul-americana vai abrigar os Jogos Olímpicos.

O Rio de Janeiro será nos próximos sete anos a nova Olympia. A estátua de Zeus (o rei dos deuses), infelizmente destruída há quase dois mil anos, já tem substituta – o Corcovado. A Rocinha troca de lugar com o Monte Olimpus.

Ninguém segura este País - a frase é velha, batida? Não há nada de novo sob o sol, o rei Salomão sabia das coisas. O que importa não é a euforia de ontem, mas a de hoje. Dos sofridos cariocas, principalmente. Até os paulistanos engoliram o habitual despeito, certos de que a vai sobrar para eles.
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Vibraram também todos os lobistas, falsos consultores, atravessadores, intermediários e prevaricadores do País. Se as ações das milícias que controlam a segurança do Rio fossem cotadas na Bolsa de Valores teriam uma fenomenal valorização. A delinqüência – pequena, média, grande e super-grande - está comemorando os sete anos de vacas gordas que vêm por ai. E com elas mais um empurrão em direção da prosperidade. A ilicitude distribui riquezas mais rapidamente do que a legalidade.
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Alberto Dines
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Gloriosa sexta-feira, porém o dia anterior foi nefasto. O vazamento das ultra-secretas provas do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) mostra como o País é vulnerável às infrações: o crime ganha todas as paradas.

Cerca de quatro milhões de estudantes foram lesados. O primeiro cronograma sério de suas vidas deverá ser refeito, o salto à frente que deveriam dar neste fim de semana foi adiado. O passo adiante, atrasado. A elite pensante, safra 2009, começa a sua existência em clima de ressaca, obrigada a encarar a dura realidade: a torpeza se impõe em todos os quadrantes – na mesa do Senado, no Tribunal de Justiça de Brasília, em cada contencioso onde se enfrentam a decência e a indecência, esta ganha de goleada. Inclusive nos esportes ditos olímpicos.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, é competente, sério, idealista, responsável, rigorosamente transparente. Suas preferências partidárias não interferem nas opções administrativas e técnicas. É, junto com o ministro da Saúde, uma exceção. Mas o que se vê por ai é uma desbragada orgia, o culto ao vale-tudo com as bênçãos de ideologias que até agora só produziram fiascos justamente porque menosprezaram a justiça e a legalidade.

Além do prejuízo aos estudantes, o País jogou pela janela R$ 35 milhões. Com o mesmo descaso com que compra submarinos e aviões de combate pelo dobro do preço. O contribuinte não vai para a rua reclamar porque ele sonega o quanto pode. A recente crise na Receita Federal mostra como são comprometidos pela política os nossos sistemas de controle. O atual confronto entre o Tribunal de Contas da União e os gerenciadores do PAC desnuda a fúria eleitoreira que comanda o processo decisório brasiliense e, por extensão, o brasileiro.

O vazamento das provas do Enem ainda não foi devidamente explicado. Espera-se que não caia no esquecimento e os seus responsáveis não sejam premiados com sinecuras no exterior. Por enquanto sabe-se que foi obra de amadores. Amadores que conseguem anular um elaborado sistema de sigilo, certos de que embolsariam meio bilhão de reais em troca da desmoralização do governo.

O comentarista Luiz Weis designou-os como “aloprados” numa alusão aos que há três anos inventaram um dossiê para incriminar a oposição às vésperas do pleito presidencial. Em 2006, o semanário “IstoÉ” foi na onda daqueles malucos. Os de agora imaginaram que o “Estado de S. Paulo” faria o jogo sujo e, se recusasse a primícia, a ofereceriam a uma rede de TV.

A imprensa saiu-se bem neste episódio. Espera-se que saiba resistir à vibração patriótica acionada a partir de Copenhagen. Sediar a Copa do Mundo e, logo em seguida, as Olimpíadas são maravilhosas oportunidades para estimular nossa capacidade gerencial. Convém não perder de vista os vazamentos, a imoralidade e a hipocrisia.
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terça-feira, 14 de julho de 2009

Israel



Ouvi dizer no jornal que acusam Israel de matar propositalmente civis da Faixa de Gaza...
O governo Britânico tirou o assunto “holocausto” das aulas de história, considerando que isto ofendia os “civilizados” mulçumanos ingleses, que não acreditam no Holocausto. Os mulçumanos, sejam eles xiitas ou sunitas, em sua maioria não acreditam que 6 milhões de judeus foram barbaramente mortos nos campos de concentração nazista. Para eles, Auschwitz é uma lenda. Os mulçumanos são vítimas do poder que a religião (neste caso, o islã) tem de fazer lavagem cerebral nas pessoas.
Israel é odiado a milênios. Por diversas vezes os judeus foram um povo sem território, e até hoje o estado de Israel não é reconhecido pelas teocracias Islâmicas. Israel não possui relações diplomáticas com o Oriente Médio, a citar o Irã, país que assim como a Alemanha nazista, prega a aniquilação do povo judeu. Antes da contemporaneidade, “os filhos de Abraão e Sara” já foram pelos menos umas duas vezes expulsos da Palestina. No fim da Idade Antiga, por exemplo, a região foi conquistada em nome de Alá e Maomé pelos turcos, e os judeus foram dispersos pelo mundo, apesar de algumas colônias de judeus lá persistirem, como a de TelAviv..
O vídeo acima explica muito. Muitos negam o holocausto, desde sacerdotes católicos até skinheads paraibanos (acreditem, eles existem). O ódio contra judeus é gratuito. E como o governo brasileiro de posiciona? Convidou a algumas semanas o negador do holocausto do momento, o chefe de governo da teocracia Iraniana Mahmoud Ahmadinejad para uma visita diplomática ao Brasil. Segundo Diogo Mainardi (consideremos contudo que tal jornalista não é muito confiável, mais vá lá...), o Brasil apóia outro anti-Israel para diretor geral da UNESCO. O energúmeno candidato se chama Farouk Hosny, e é do auto escalão da ditadura Egípcia a mais de 20 anos. Ele quer queimar todos os livros israelenses existentes nos eu país, é apoiado pelo Brasil para diretor geral da UNESCO.
Alguém poderia dizer: “Pouco importa, Brasil não é terra de judeu, e esse povo é insignificante na constituição de nossa etnia tupiniquim, assim como os árabes. Ou seja, eles que são semitas que se entendam”. Pois bem, existem fortes evidencias de que muitos dos brancos que povoaram o Brasil eram “cristãos novos”, que eram nada menos que judeus convertidos a força ao cristianismo, havendo evidencias disto na nossa cultura, inclusive. Sendo assim, temos sangue judeu. E mesmo que não assim fosse, trata-se de uma questão ética. A negação do holocausto é absurda e desprezível. O neonazismo islâmico é loucura, e a religião islâmica é uma das culpadas, a maior delas, talvez.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Paradoxos entre a Lei e a Ética 2 [Joaquim Barbosa]


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JOAQUIM BARBOSA: no mínimo, um procurador disfarçado de ministro
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Quando escrevi veementes (e talvez exageradas) críticas ao Ministro Joaquim Barbosa, já o fiz consciente de que iria gerar polemica, já que o populismo dele encanta a muitos, que o têm como representante da ética, da moralidade, da competência judiciária, etc.
Recebi crítica do blog Aura Sacra Frames, um dos melhores, mais antigos e assíduos acompanhantes do ORDEM, PROGRESSO E CRÍTICA, blog que, por sinal, assim como este, está completando um ano. O comentário com minha resposta ficou grande e por isto decidi colocá-lo em um novo post.
Pois bem, vamos levantar um pequeno histórico desta figura. Com isto eu pretendi explicar detalhadamente porque o chamei de populista. Ai estão os outros casos que conhecia sobre a descompostura deste senhor:

1 - Quando Ronaldo Cunha Lima renunciou ao cargo de deputado-federal, Joaquim Barbosa convocou uma entrevista coletiva para dizer que a atitude do poeta-deputado era um “escárnio à justiça” (leia-se, à lei). Ora, Ronaldo Cunha Lima, apesar de ser bastante antiético, se utilizou de brechas da própria lei brasileira, a mesma citada por Barbosa, para fazer o que fez, portanto, pelas palavras do ministro, conclui-se que a lei é um escárnio à ela mesma (está é que é a verdade). De toda forma, a declaração poderia ser encarada como uma simples (e ingênua), manifestação de revolta de um cidadão diante de um caso de latente falta de decoro. Poderia, se este cidadão não fosse ministro de STF, e ainda mais o relator do processo contra o cidadão que ele criticava em rede nacional. Com isto, ele perdeu completamente a isenção. Se o julgamento de Cunha Lima continuasse, ele seria automaticamente considerado posto em suspeição, já que havia manifestado publicamente suas opiniões pessoais sobre o réu. Uma incoerência sem tamanho de quem não sabe ser juiz.

2 - Um tempo depois, o mesmo Joaquim Barbosa demonstrou sua incompostura (leia-se atitude de duro promotor, ou de advogado de acusação mesmo) no julgamento no TSE do filho de Ronaldo Cunha Lima, o então governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima. Joaquim Barbosa tem sérios problemas de saúde, em especial na coluna, e por isto, tira várias licenças médicas, e só vai às seções em julgamentos mais importantes (leia-se os de mais visibilidade). Por esta razão (os problemas de coluna) é que ele passa a maior parte do tempo em pé, nas seções que participa. Foi por estas consecutivas licenças médicas que ele não tinha conhecimento de certo processo no STF, e por isto acusou o presidente da casa de esconder informações, destruir a justiça do Brasil e possuir capangas em Mato Grosso. Foi nestas licenças que Joaquim Barbosa não foi à seção do dia 27 de novembro do ano passado, no Superior Tribunal Eleitoral. Na seção, se discutia a concessão de uma liminar para que Cássio Cunha Lima se mantivesse no cargo de governador da Paraíba até o julgamento de seus últimos recursos, os embargos declaratórios. A tese favorável à liminar foi defendida pelo substituto de Barbosa, o também ministro do STF, Ricardo Lewandowski, e foi aceita pela maioria da corte, apesar de terem votado contra o presidente, ministro Carlos Aires Brito, e o relator, ministro Eros Grau, os dois, amigos de Barbosa, votam sempre com ele.
Na quinta-feira seguinte, Joaquim Barbosa voltou à seção do TSE “soltando fogo pela ventas”, dizendo que a decisão do dia 27 de novembro havia sido “absurda” (com isto, insinuou que seus colegas, juristas da elite judicial brasileira, eram loucos). O presidente Ayres Brito, então, defendeu a honra da casa, dizendo: “Em respeito à corte, ministro Joaquim, eu digo que a decisão não é nada absurda, foi tomada pelos competentes ministros desta casa”. Outros ministro também manifestaram a sua revolta com a afirmação absurda (essa sim) de Barbosa, que com os nervos a flor da pele, e a coluna doendo, foi embora da seção, “amuado”.

3 - Na continuação do julgamento de Cássio Cunha Lima da em 2009, o ministro Arnaldo Versiani passou uns 30 minutos relatando seu voto-vista, que foi avassalador em relação à culpabilidade do governador tucano, mais que defendia novas eleições, indiretas, na Paraíba. Joaquim Barbosa, mais uma vez, disse que o voto de Versiani era “absurdo”. Foi mais uma vez repreendido pela corte.

Assim sendo, exemplificando o comportamento pouco educado de Joaquim Barbosa em julgamentos envolvendo a família Cunha Lima, espero eu ter desmistificado sua figura.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Paradoxos entre a Lei e a Ética

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ESCÂNDALO DAS PASSAGENS: de Inocêncio Oliveira a Fernando Gabeira
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Talvez “nunca antes na história deste país”, como diria Lula, houve tanta equiparação entre o que é ético e o que é Legal. Esses dois termos, enquadrados na democracia brasileira, são muitas vezes antagônicos:

Caso 1: “Escândalo das Passagens” – era perfeitamente legal a concessão de passagens aéreas a familiares e amigos de parlamentares. Por esta razão o “escândalo” se estendeu a figuras que até então eram tidas como idôneas, a exemplo de Fernando Gabeira. Cada parlamentar tinha uma cota de passagens instituída por lei, e podia fazer o que quisesse com tais bilhetes aéreos. Sempre foi assim, eu conhecia isto a anos. A questão é que do dia pra noite a imprensa resolveu jogar esta que é apenas uma das muitas mordomias legislativas, no ventilador.
O uso das passagens aéreas é legal, mais não é ético. Não é ético porque é uma mordomia desnecessária e supérflua, em se considerando o generosíssimo salário que os congressistas recebem. Os nossos políticos estão entre os mais caros do mundo.

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JOAQUIM BARBOSA: populista futil e inconcequente
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Caso 2: Escândalo “Joaquim Barbosa” – O pseudo-ministro e suas acusações levianas, mentirosas e absurdas ao ministro presidente do STF, Gilmar Mendes. A atitude dele não foi nem legal, já que se configura em uma agressão verbal gravíssima, nem muitos menos ética, afinal de contas trata-se de um membro do mais auto órgão judiciário do Brasil. Não é a primeira vês que tomo conhecimento da deseducação de Barbosa. Ele quase sempre costumas chamar de “absurdas” todas as posições de seu colegas ministros que não são as mesmas dele. Joaquim Barbosa é realmente um populista ridículo.

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RONALDO CUNHA LIMA: tentou resolver "na bala" uma richa política
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Caso 3: Escândalo “Ronaldo Cunha Lima” – Esse já é antigo, mais vale a pena lembrar. Não foram nem éticos nem muito menos legais os tiros que Ronaldo Cunha Lima disparou contra seu adversário político Tarcisio Burity. Foi perfeitamente legal a renuncia do poeta que, ao entendimento comum, foi para se livrar do julgamento de tentativa de assassinato que iria acontecer no STF. Só que seu ato não foi ético, visto que, também ao entendimento comum, foi de covardia.




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TSE: a casa judicial onde se elege segundos colocados
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Caso 4: “Escândalo das Cassações” – Por fim, as cassações de governadores no TSE. É perfeitamente legal a punição com perda de mandato a políticos que infligem o código eleitoral. O que não é nada ético é eleger no Tribunal os segundos colocados, que não tiveram a maioria dos votos. É um agressão frontal às bases da democracia representativa.
Também é pelo menos curioso o fato da justiça eleitoral eleger “bodes expiatórias” para punir atos generalizados de corrupção – as eleições no Brasil são disputadas na base do “vale-tudo” por cerca de 98% pos políticos brasileiros.

Em suma, nem sempre a Lei é ética...
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* Mais críticas ao escândalo das cassações nos links abaixo:
- Mirian Leitão
- Lucia Hippolito

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- Escândalo Joaquim Barbosa na Veja

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Cristovam Buarque

Um dos senadores que mais admiro é Cristovam Buarque, a prata do PDT, um visionário em meio aos lobos do d congresso nacional. Ele já foi chamado de “hemorragia de idéias” (boas), por causa se suas propostas, a maioria delas com o intermitente clamor por prioridade na Educação Brasileira.
Ele causou polemica algumas semanas atrás por defender (ironicamente) a avaliação do congresso em plebiscito. A seguir, seguem trechos de uma entrevista que ele concedeu à revista Época sobre o assunto:

ÉPOCA – O senhor defende o plebiscito?

Cristovam Buarque – Claro que não. O plebiscito não passa de uma metáfora. A Constituição não permite. O Congresso se fecha porque o povo o invade e os militares o cercam. Ou então é fechado de maneira discreta, como acontece hoje. Ele fica irrelevante, sem sintonia, desmoralizado. Funciona, mas sem ser um poder. Durante o regime militar, o Congresso ficou aberto. Mas não funcionava.
ÉPOCA – Por que não se vota quase nada?
Cristovam – O acúmulo de medidas provisórias emperra o Parlamento. O Poder Executivo ficou muito forte. O Judiciário também. Quebrou o equilíbrio. É preciso limitar o poder do presidente de definir o que é ou não urgente. E o Supremo não pode legislar por inoperância nossa.
ÉPOCA – Que soluções o senhor sugere para fortalecer o Congresso?
Cristovam – Primeiro, acabar com todas as mordomias que desgastam a imagem. Mas isso é só a ponta de cima da crise. O Congresso deveria se reunir de maneira contínua ao longo de um mês, dois meses inteiros. Hoje, a gente só fica aqui dois dias e meio por semana. E no gabinete, recebendo pessoas, em vez de debater os temas que realmente interessam ao povo.[...]
ÉPOCA – A repercussão o assustou?
Cristovam – [...] Espero que se desperte para uma realidade: existe sim um divórcio entre nós, parlamentares, e a opinião pública. Um casal é capaz de continuar junto sem amor. Mas um Congresso não sobrevive se não for amado pelo povo.
ÉPOCA – Como moralizar o uso de passagens aéreas pelos congressistas?
Cristovam – O Jornal do Senado tem de divulgar quem está usando a passagem de cada deputado e senador. Transparência é o melhor controle. Todo mundo, antes de pecar, fecha a cortina. Na hora em que a gente abrir as cortinas, só o muito sem-vergonha vai pecar.
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Quando indagado sobre os problemas do legislativo, as respostas de Cristovam são até obvias. Os problemas no legislativo são já conhecidos, pelo menos pela parcela bem informada da população. Isso só demonstra que não há receita mágica para se moralizar o congresso. Basta se colocar em prática a teoria do “decoro parlamentar”!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Centralização do Poder [Parte 1]

Dominando a paisagem, o Congresso nacional. No detalhe, o Palácio do Planalto: PODER CENTRALIZADO
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Uma de minhas opiniões mais contestadas é a minha crítica à centralização do poder no Brasil. Sobre este tema, o texto abaixo é um artigo do colunista Marcos Tavares, do Jornal da Paraíba, publicado na edição do dia 18 de Abril deste ano. Ainda este mês de Maio vou transmitir com minhas palavras este assunto. Por hoje, ficam as palavras dele:
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A Pobreza Municipal
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Marcos Tavares
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Nós somos sul-americanos, brasileiros, nordestinos, paraibanos, mas antes de tudo somos o município onde vivemos. Ninguém vive na esfera federal ou estadual. Mora-se, trabalha-se, estuda-se e leva-se a vida no município que é a nossa ligação mais íntima e fraterna com essa federação de faz de contas que é o Brasil. Por isso quando a crise chega ao município ela deixa de ser notícia e passa a ser uma realidade que bate à nossa porta, com queda na qualidade dos serviços, mais pobreza, falta de oportunidades e desesperança.Desde nossos primórdios somos um país centralizador. Com a falência do sistema de capitanias, decidiu El-Rei em sua sabedoria que só um governo central de pulso forte poderia fazer prosperar essa Ilha de Vera Cruz. E assim foi. Primeiro a Bahia, depois o Rio de Janeiro até que o mineiro Juscelino - talvez por não amar o mar - levou todo poder para os confins do planalto central, em Brasília, onde ele construiu sua capital dos sonhos. É de Brasília que partem os muitos males e as poucas benesses para nossos municípios, constantemente de pires na mão implorando mais atenção e dinheiro do poder central.Lula não foi diferente dos outros. Ele faz pirotécnica financeira com a verba que seria dos municípios para manter forte o poder central. Quando ele abaixa ou retira tributos como o IPI, sobra para o município que tem seus repasses diminuídos a quase nada, e, como essa é a única fonte de recursos da maioria dessas pequenas localidades, instala-se o caos no Brasil para que bancos e montadoras continuem a progredir em meio à crise. Ou seja, o Brasil pobre paga para que o Brasil rico não pare.Todas as medidas e promessas tomadas e prometidas em prol da salvação municipal são paliativas. Não precisamos mais de esmolas, mas sim de uma legislação mais justa que reparta os tributos privilegiando quem os gera e não quem os cobra. O carro comprado em Coxixola deve pagar impostos em Coxixola e não deixar esse dinheiro enriquecendo São Paulo. São distorções como essa que condenam nossa federação a ser um monstro de cabeça enorme e rabo muito longo, longo e pobre que depende sempre dos favores do governo central para pelo menos continuar existindo.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Extemporaneidade

CÍCERO LUCENA: pretenso candidato ao governo da Paraíba em 2010
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Estamos a 17 meses das eleições para governador, e na Paraíba já existem indivíduos lançando “pré-candidatura”. O ser a quem me refiro é o senador Cícero Lucena, do PSDB da Paraíba. Lucena já foi governador do estado por um pequeno período, e prefeito de João Pessoa por mais tempo. Eleito senador como “zebra”, ocupou o lugar que era de Ney Suassuna, do PMDB. Ele é acusado de desviar milhões da prefeitura da capital paraibana quando era prefeito, num esquema de corrupção o qual, segundo as denuncias, ele era o chefe. Antes de ser eleito senador da república ele chegou até a ser preso. O processo hoje corre em segredo de justiça (o que é um absurdo).
Pois este mesmo Cícero Lucena anunciou sua pré-candidatura a governador do estado da Paraíba, a 17 meses do pleito.
Não se sabe, no entanto, quando se realizaram as convenções do PSDB, nem como foi que Cícero Lucena conseguiu se registrar pré-candidato do partido tão extemporaneamente. A verdade é obvia: não existem (nem podem existir) pré-candidaturas no atual período. O anuncio reflete apenas a vontade pessoal dele e do presidente nacional do PSDB, o também senador Sergio Guerra, que manifestou apoio à dita pré-candidatura de Lucena.

O tucano disse ainda que a decisão independe da opinião do ex-governador Cássio Cunha Lima, que até poucos meses atrás , ao que se comenta, mandava monocraticamente em absolutamente tudo de seu partido, mais agora, sem cargo público, está em fase de ostracismo, e não merece mais relevância a Cícero. Há boatos também que Cunha Lima estaria saindo do PSDB a fim de numa mirabolante obra de engenharia política montar aliança com o atual prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho, do PSB. Coutinho, apesar de sabiamente não falar sobre o assunto, é candidato a governador da Paraíba, e favorito para ganhar as eleições do ano que vem.
Toda esta discussão antecipadíssima reflete a sede e a ansiedade pelo poder de nossos representantes. O debate eleitoral na Paraíba é ininterrupto, vivemos em constante “micro-periodo eleitoral”. Ao invés de trabalharem, nossos governantes preferem a todo tempo fazerem conjecturas e mais conjecturas sobre os pleitos.
Cícero Lucena tem atuação pífia no senado, e dizem que ele se esconde da imprensa nacional a fim de não nem a ele nem aos comprometedores processos judiciais que responde. Eu votei nele em 2006, e me arrependo profundamente.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

A Esquerda e os Estudantes

A esquerda é universitária! As eleições para o Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Campina Grande revelaram esta afirmativa, que tem uma face boa e uma face ruim. É bom porque demonstra a veia reacionária de parte da comunidade universitária: enquanto muitos são apolíticos, uma parte considerável faz a diferença e milita fortemente no movimento estudantil. A face ruim é que boa parte da extrema esquerda é notoriamente utópica.
Pois bem, as chapas concorrentes tinham em seus quadros integrantes da
UJS – União da Juventude Socialista, e da UJR – União da Juventude Rebelião, esta ultima, de ideologia Leninista-Stalinista. Como sou de uma linha ideológica que se pode chamar de esquerda liberal ou centro-esquerda, a priori vejo com desconfiança, afinal de contas a esquerda é muitas vezes oportunista. A ligação da juventude com movimentos radicais de esquerda pode ser explicada pelas mentes questionadoras dos jovens. No entanto, pra mim nem sempre a esquerda é boa, como nem sempre a direita é ma. Quem é esquerda hoje, pode ser direita amanhã, e vice-versa.
Com essas ressalvas, minha avaliação geral é positiva. Prefiro mil vezes um esquerdista radical a um conformado despolitizado. Consciência política é muito importante.
Ademais, vida o Movimento Estudantil!

quinta-feira, 12 de março de 2009

Socialismo

"Não há país a se espelhar no que se refere à experiência socialista". Foi mais ou menos isso que disse a então senadora e candidata a presidente de república Heloisa Helena, hoje presidente nacional do PSol - Partido Socialismo e Liberdade, em entrevista no Jornal Nacional, no período eleitoral de 2006. A declaração de uma das mais notórias esquerdistas do país foi brilhante.
O socialismo pregado por Karl Marx é realmente muito bonito se ser lido, e vale para hoje, se for reinterpretado. Para se fazer essa atualização do Marxismo, considere-se que ainda vivemos em meio a um sistema econômico que visa em primeiro lugar o lucro em detrimento do bem estar social, no entanto, as atuais conjunturas são mais amenas e menos exploradoras do que as do inicio da Revolução Industrial. Hoje, o chamado "ploretariado" tem salário mínimo, aposentadoria pública, carga horária controlada, descanso semanal, entre outras vantagens da lei trabalhista brasileira que, diga-se de passagem, é bem mais humana do que a de vários países altamente industrializados, a citar Coréia do Sul e Estados Unidos. No entanto, alguns Stalinistas velados, parados no tempo e no espaço, querem insistentemente interpretar ao pé da letra "O Capital" e “O Manifesto Comunista”. Ora, querem estes implantar no Brasil a falida economia planificada da antiga União Soviética?
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HELOISA HELENA: Eu já votei nela!
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Uma grande contradição é que o capitalismo me parece ser mais próprio à natureza humana do que o Socialismo. Explicando: é muito bonito e nobre se falar em justiça social, principalmente quando este discurso se resume a palavras. Só que atire a primeira pedra no rico industrial quem não quer ter dinheiro que nem ele! Como diria Weber, o desejo de acumular capital está em todo lugar, em todas as classes sociais. Parece ser realmente característica crônica do ser humano pensar mais em si mesmo do que no grupo social. Outra coisa é que dificilmente o socialismo permite que a ascensão social aconteça. É claro que isto também é difícil no capitalismo, mais quando se institucionaliza uma só classe social, isto significa o atendimento das condições básicas do Bem Estar social, repito, básicas. Qual socialista nominal abriria mão das bugigangas capitalistas, tas como os MP's, celulares de 1001 recursos, carros lindos modernos e poluentes...
Em suma é muito fácil, e até politicamente correto criticar a selvageria capitalista. Dificil é sair do discurso e agir!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Piadas

Obama e McCain
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Peço desculpas a meus leitores por vês ou outra se depararem aqui com noticias extemporâneas. Acontece que quando as posto aqui, às vezes é porque não tenho tempo de publicá-las quando estão no foco dos noticiários, falando aqui sobre noticias requentadas. Também acontece que, quando posto tais noticias, é com objetivo a alardear algo que a meu ver não foi corretamente alardeado pela imprensa. Em outros casos, é a citação de um fenômeno passado para explicar um novo. Exemplo desta ultima justificativa é o caso da entrevista da BBC com a candidata a mulher bomba. A entrevista data de 14 de outubro do ano passado, mais tem tudo haver com os conflitos mais recentes na região de Gaza.

Mais o fato é que até hoje não recebi nenhuma crítica sua, leitor, sobre isto. É até interessante, afinal de contas quem quer as ultimas noticias recorre naturalmente aos portais de noticias. Aqui se publica essencialmente minhas análise sobre os acontecimentos que acho interessantes, sejam eles atuais ou não.
Pois bem, reproduzo agora piadas ditas pelo agora presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e pelo senador estadunidense John McCain, quando eram adversários nas eleições presidenciais do ano passado. Em pleno período eleitoral, num jantar beneficente em Nova York, eles dois foram tragicômicos: um riu do outro. É ilariante:


A palhaçada começou quando John McCain disse que decidiu substituir todos os seus assessores por Joe, o encanador, que ficou famoso após um debate presidencial dos Estados Unidos.
"Joe, o encanador, assinou um contrato muito lucrativo com um casal rico para fazer consertos em todas as suas sete casas", disse McCain, em alusão ao número de propriedades que ele e a mulher têm nos Estados Unidos, o que foi motivo de polêmica no início do ano, quando o republicano, em entrevista a jornalistas, não soube dizer quantas casas tinha.
Entre outras tiradas, McCain também brincou que Hillary Clinton, rival de Obama nas primárias democratas, agora o estaria apoiando na corrida pela Casa Branca:
"Há sinais de esperança, até mesmo nos lugares menos inesperados. Até nesta sala, cheia de democratas orgulhosos de Manhattan. Não consigo evitar a sensação de que algumas pessoas aqui estão torcendo por mim. Estou muito feliz em ver você hoje aqui, Hillary", disse o republicano, arrancando gargalhadas da platéia.
Por sua vês, Barak Obama começou suas piadinhas fasendo brincadeiras sobre os problemas no setor imobiliário americano e disse que a crise acertou McCain e suas propriedades em cheio. De fato acertou, muito provavlemente nos dois sentidos da frase.
Obama também brincou com a idade do rival. Ao dirigir-se ao neto de Al Smith, que governou o Estado de Nova York por quatro mandatos na década de 20, Obama brincou:

"Eu obviamente não conheci o seu avô, mas por tudo que o senador McCain me contou..."
Respondendo a uma das estratégias de campanha do rival, que pergunta "Quem é Barack Obama?", o democrata respondeu:

"Contrário aos rumores, eu não nasci em uma manjedoura. Eu nasci em Krypton e fui enviado pelo meu pai Jor-El para salvar o planeta Terra."

domingo, 1 de fevereiro de 2009

O Paraíso dos Concursos

Quem conhecia o funcionalismo público empestado de apadrinhados políticos que saiam e entravam das repartições segundo seus pistolões segurassem a caneta com a qual assinavam suas nomeações precárias, se surpreende ao observar o noticiário do Estado da Paraíba. Se antes se fazia concursos raramente, concursos estes que não supriam as necessidades dos órgãos do governo propositalmente para que houvesse vagas suficientes para o exército de Sos-reis dos politiqueiros coronéis, agora o que se ver são concursos em excesso.
Exemplificando, semana passada o governador do Estado anunciou a chamada de 1000 candidatos no concurso da política militar. O fato que impressiona é que já haviam sido chamados todos os aprovados segundo a quantidade de vagas oferecidas no Edital, que se não me engano, eram 1000 vagas. Ou seja, se não estiverem erradas minhas informações, serão nomeados 100% mais policiais do que previa o edital, e considerando que a lista de espera só tinha 400 pessoas, isso quer dizer que 600 que não tinham nenhuma esperança de entrarem no serviço público serão nomeados nos próximos dias.
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CASSIO, O GOVERNADOR DA PARAÍBA: 27 concursos publicos durante 6 anos de administração

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Segundo as palavras do próprio governador Cássio Cunha Lima em seu programa semanal de rádio, se não tivessem sido chamados estes 1000 candidatos, teria que ser feito um novo concurso público, o que iria onerar os cofres públicos, daí a razão da convocação de não-classificados.
Eu completaria que diante das conjecturas políticas de iminente cassação do governador, não haveria tempo hábil para a realização de um novo concurso, visto que o senador José Maranhão (que será o novo governador do estado em se confirmando a cassação do atual), não tem um histórico de realizar concursos (ele foi governador da Paraíba em dois mandatos).
Fora isto, nos últimos 6 anos houveram cerca de 27 concursos para diversos setores do governo do Estado.
Ressalta-se que isto não melhora muito a qualidade do serviço público. Os novos policiais civis, por exemplo, mal tomaram posse e já tiveram o ponto cortado por que passaram dias sem trabalhar em uma greve ilegal.
A solução para um serviço público de qualidade seriam mecanismos para avaliar a eficiência dos servidores. Hoje funcionário público tem obrigação de comparecer ao recinto de trabalho. Não é cobrada eficiência. Enquanto for praticamente impossível demitir um funcionário público, por pior que ele seja, não haverá serviços públicos eficientes. Ainda há muito a mudar. Acabar com a praga dos funcionários apadrinhados só é o começo...

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

20 de Novembro

Ontem completei 19 anos. Em geral, não ganhei nada material em especial.

Cotas

Ontem foi também o cada ano mais propagado dia da consciência negra. Eu acho tudo isto uma descriminação contra os euro-descendentes (chamados brancos), que não tem um dia da consciência branca! Eu ironizo porque já disse e repito aqui que sou contra qualquer política de valorização de classes, pra mim a igualdade já é suficiente. Também foi aprovado ontem na “competentíssima” câmara de deputados, composta por homens “bons e honestos”, o projeto que prevê cotas de 50% nas universidades e escolas técnicas federais para os ditos afro-descendentes, com também índios, pardos (vejam só) e estudantes de escolas públicas. Primeiramente é fato que raça não existe. Vivemos num mundo miscigenado, onde temos sangue de várias etnias, que nem sempre aparecem em nossa pele (a ginasta Dayane dos Santos,por exemplo, apesar da cor da pele, tem a maioria do seu material genético de origem européia). Em segundo lugar, umas das bases da academia é o mérito intelectual, e não conjunção social ou cor da pele. O governo pensa que com as cotas vão universalizar o aceso à universidade. Se tal lei for aprovada, com certeza as já carentes universidades federais brasileiras vão ter decréssimo da qualidade intelectual de seu corpo discente, afinal, alunos com mérito intelectual legítimo terão que ceder espaço a estudantes mal formados no péssimo ensino público brasileiro, alem das absurdas cotas raciais. Eu tenho a impressão de que isto é o começo de uma segregação racial no Brasil. Eu mesmo nunca vou aceitar isto.
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Cássio Cassado

CÁSSIO LADEADO POR SUA ESPOSA E SEU VICE: uma brilhante carreira política manchada pela cassação.

Ontem também foi cassado pela terceira vez, agora em estância superior, o governador de meu estado, o Senhor Cássio Rodrigues da Cunha Lima. O povo, despolitizado, como é, em sua maioria não sabe os motivos que levaram à cassação de Cássio. Ontem por exemplo, eu escutei de alguns ignorantes de plantão que Cássio havia perdido o mandato por comprar a fazenda do cantor Sergio Reis. A compra de tal fazenda é uma antiga lenda aqui da Paraíba, muito provavelmente formulada por pessoas que não conhecem quem são os grandes latifundiários do Brasil, e se impressionaram com a beleza natural da fazenda em que foi gravada a novela “Pantanal”, da Tv Manchete. Dizem ainda que foi o apresentador Ratinho que tinha feito a denuncia em seu programa que apresentava no horário nobre do SBT.
Mais independente destes mitos, o fato é que Cássio foi cassado por uso de promoção pessoal sobre um duvidoso programa assistencial da Paraíba, também em condições que aparentavam compra de votos. Pelo menos foi isto que eu entendi. Ouvi o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral, que foi transmitido ao vivo por uma emissora de rádio de Campina Grande, e demorei para compreender. No outro dia, mais confusão: cada meio de comunicação divulgava a notícia de uma maneira. A verdade é que ninguém sabe ao certo. O G1, por exemplo, afirma categoricamente que o motivo foi compra de voto (no singular mesmo).
O julgamento foi visivelmente açodado. Mais o fato é que dificilmente um inocente é declarado culpado por três vezes. Todas as evidencias indicam que o governador extrapolou todos os limites de uso da máquina administrativa durante 2006, ano das eleições. Existem fatos estarrecedores, como altas quantias concedidas a título de caridade a funcionários do alto escalão do governo, apesar de eu não ter conseguido identificar qual a relação destas benfeitorias com o suposto uso dos cheques da FAC para promoção pessoal do governador (pela lógica ele estaria comprando o voto do próprio chefe da casa civil, por exemplo. Isto seria impensável).

Mais um coisa que eu lamento: O mandato de Cássio (seja ele legítimo ou não) está muito bom. Há desenvolvimento em vários aspectos, mais do que nunca ouve. Caso realmente se afãste do governo nos próximos dias, sua ultima ação como governador será a concessão de mais quatro planos de Cargos Carreira e Remuneração para servidores públicos, que foram encaminhados hoje à assembléia legislativa, e o pagamento antecipado do décimo terceiro dos servidores, que estará disponível nos caixas eletrônicos a partir de amanhã. A Paraíba hoje cresce economicamente mais que São Paulo, Pernambuco, e outros estados grandes do Brasil (o estado é hoje o 4º que mais cresce) Com sua saída, Cássio entregará ao novo governador um estado em desenvolvimento e com as contas equilibradíssimas.

Arremate

Em geral, o dia do meu aniversário não foi muito bom. Mais arrematando o assunto político, que é meu preferido, o governador da Paraíba se identifica com um bode expiatório.Todos sabemos que não só na Paraíba, como em todo o Brasil, praticamente não existem inocentes na política. Então: Cássio culpado, quem é inocente?