quinta-feira, 12 de março de 2009

Socialismo

"Não há país a se espelhar no que se refere à experiência socialista". Foi mais ou menos isso que disse a então senadora e candidata a presidente de república Heloisa Helena, hoje presidente nacional do PSol - Partido Socialismo e Liberdade, em entrevista no Jornal Nacional, no período eleitoral de 2006. A declaração de uma das mais notórias esquerdistas do país foi brilhante.
O socialismo pregado por Karl Marx é realmente muito bonito se ser lido, e vale para hoje, se for reinterpretado. Para se fazer essa atualização do Marxismo, considere-se que ainda vivemos em meio a um sistema econômico que visa em primeiro lugar o lucro em detrimento do bem estar social, no entanto, as atuais conjunturas são mais amenas e menos exploradoras do que as do inicio da Revolução Industrial. Hoje, o chamado "ploretariado" tem salário mínimo, aposentadoria pública, carga horária controlada, descanso semanal, entre outras vantagens da lei trabalhista brasileira que, diga-se de passagem, é bem mais humana do que a de vários países altamente industrializados, a citar Coréia do Sul e Estados Unidos. No entanto, alguns Stalinistas velados, parados no tempo e no espaço, querem insistentemente interpretar ao pé da letra "O Capital" e “O Manifesto Comunista”. Ora, querem estes implantar no Brasil a falida economia planificada da antiga União Soviética?
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HELOISA HELENA: Eu já votei nela!
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Uma grande contradição é que o capitalismo me parece ser mais próprio à natureza humana do que o Socialismo. Explicando: é muito bonito e nobre se falar em justiça social, principalmente quando este discurso se resume a palavras. Só que atire a primeira pedra no rico industrial quem não quer ter dinheiro que nem ele! Como diria Weber, o desejo de acumular capital está em todo lugar, em todas as classes sociais. Parece ser realmente característica crônica do ser humano pensar mais em si mesmo do que no grupo social. Outra coisa é que dificilmente o socialismo permite que a ascensão social aconteça. É claro que isto também é difícil no capitalismo, mais quando se institucionaliza uma só classe social, isto significa o atendimento das condições básicas do Bem Estar social, repito, básicas. Qual socialista nominal abriria mão das bugigangas capitalistas, tas como os MP's, celulares de 1001 recursos, carros lindos modernos e poluentes...
Em suma é muito fácil, e até politicamente correto criticar a selvageria capitalista. Dificil é sair do discurso e agir!

2 comentários:

Ulli disse...

Oi Márcio,
entendo tuas colocações, afinal reflete o que muitas pessoas pensam, hoje em dia.
Só não concordo com as conclusões. Vou explicar. É sabido que os humanos só sobrevive se se organizam em sociedades que podem formar estados, tribo ou outras formas de associações. É papel destas organizações realizar aquilo que o indivíduo, com seu egoismo inato, não é capaz. Aí, esta organização ou incentiva a realização pessoal com um foco mais para capitalista, ou se encarrega mais em promover justiça social com foco socialista. É claro que "o socialismo [não] permite ascenção social", pois só deve haver um nível social. A motivação para as pessoas deve estar não na ascenção social, mas na realização pessoal.
O que mais me convençe de que um mundo capitalista não é possível, é que a terra simplesmente não suporta um 1o Mundo para todos. Mas, um 2o mundo (do qual ninguém fala!) é possível sim. E este 2o mundo poderia ser um mundo socialista, em que as orgnizações ou estados impedem o crescimento vertical para promover um crescimento horizontal.

Fabricio Hans® disse...

sobre socialismo pra ser sincero não acompanho com frequência quase anda de politica, e quando vejo é sobre corrupção, aumento de salário dos deputados e coisas do genêro...desinteressante.
Apoio opiniões de Heloisa Helena mas grande populção não sabe o que ela pretende, e sua imagem é distorciada por si própria do posicionamento.

retribuindo sua visita.
volte sempre.

Abs.!