sexta-feira, 9 de outubro de 2009

“Patria o muerte, venceremos!”



A frase do título é atribuída ao líder cubano Fidel Castro, e é repetida em muitos comícios socialistas/comunistas ao redor do mundo. O garoto acima termina seu caloroso discurso com esta frase.

O discurso da criança de 10 anos no comício anti-Micheletti em Honduras pode gerar varias interpretações e várias análises. Diversas coisas estão implícitas neste ato, que pode ser largamente estudado a partir de vários pontos de vista (o contexto do menino, o contexto do protesto, o contexto do socialismo, o contexto dos movimentos sociais, etc.). O ponto de vista o qual vou discorrer nestas linhas está relacionado ao que pode ser a essência da retórica explicitada no vídeo.

Minha opinião não pretende ser pretensiosa a ponto de apontar possíveis qualidades pessoais da criança ou coisas assim, afinal de contas não tenho ciência de como este vídeo foi feito, nem os meios que levaram o garoto a fazer este discurso. Pretendo discorrer a partir do que se vê na sena, independente do grau de realidade e legitimidade do vídeo. Também não pretendo entrar no mérito de discurso (Zelaya / Micheletti / socialismo), pois isto já fizeram os portais de notícias, alem de vários blogs. Minha análise é sobre o significado da sena no sentido de “fazer a diferença” (ou algo assim).

Muitos viram denunciar lavagem cerebral ideológica. Muitos se escandalizaram. Eu não. vejo um lado positivo. A partir do vídeo, vê-se que esta criança tem um ideal e acredita que pode realizá-lo, acredita que está fazendo sua parte, que tem relevância no mundo para mudar. E como tem! Exemplo disto é o próprio vídeo, com milhares de acessos no mundo todo. Aqui estou eu, a milhares de quilômetros de distancia de Honduras, impressionado com a fala do garoto. Muitos dos que criticam com certeza não têm coragem de fazer o que ele fez, ou não acreditam no poder de um ideal, e muitos menos em se tratando de um “pingo de gente”, por assim dizer. Esta criança já conseguiu fazer a diferença no mundo. Fez acontecer!

O idealismo é algo que me impressiona. Esta força pode ser usada tanto para o que considero bem (ex.: iluministas) quanto para o mal (ex.: terroristas). O ideal do menino hondurenho é pela libertação do seu povo, do seu país, pelo bem dos seus próximos. É o ideal do Socialismo, a utopia do bem estar comum sobre o bem estar individual capitalista. Se preocupar com o outro é algo muito nobre, que falta no nosso capitalismo cada vês mais individualista.

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2 comentários:

Janaina Moraes disse...

Apoio.
Queria ter a força que essas pessoas tem para enfrentar uma causa.
Aqui na minha cidade, quando alguém tem uma opinião diferente da maioria, ele é taxada de louca, utópica e meio que excluida do meio social em que convivia.
Pra que isso?
Devemos ser sim pessoas pensantes.
Por isso, apoio.

Du Santana disse...

Cristo foi morto por algo parecido, e até hoje "amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo" parece algo muito dificil de se ver em sociedade.

Mas que partidos politicos ou filosofias poderiam nos libertar depois de não aceitar-mos coisas tão simples ditas há milênios?