quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Raciocínio Abstrato

O que têm a dizer?

Quero me libertar de tudo aquilo que me ensinaram como sendo o certo. Mentiras deslavadas que me tratam como uma besta de pura ignorância. Reconstruir princípios, reedificar o moral e inventar minhas próprias verdades. Isolar a ganância, a sede e a mesquinhez que corrompem e distorcem a realidade dos fatos. Fome e sofrimento são vocábulos que devem ser esquecidos. As palavras certas são conhecimento e liberdade. Não é religião nem capitalismo. Quero batalhar até minha energia vital se esvair. Contra os abomináveis seres das trevas que insistem em entravar as luzes. Quero abolir a ignorância. Quero um mundo em que a única regra seja a sua própria. Em que o único desejo é o seu próprio. Pessoas diferentes, sonhos diferentes, ideais diferentes. Coexistência. Vou atrás de minha felicidade e não posso atingi-la sem que comigo estejam os mutilados de Hiroshima, as crianças famintas da África e os exilados de Capela. Vida a uma sociedade alternativa. Sou sedento por arte. Sou sedento pelo belo. Sou o insano utópico incomodado pela tristeza alheia. Represento o tudo, mas ao mesmo tempo tenho convicção que faço parte do nada. Quando a noite vem e o sono bate a lua chora novamente diante de tanta desgraça. Mas o sol irmão, nunca desisti, nem mesmo se esconde, nasce de novo, sempre igual e com a persistência de um eterno batalhador. Sente a alegria de estar vivo e por isso, só por isso, contagia a todos com o seu calor. Carrego em minhas costas todo esse peso do mundo. Carrego o peso da vida e a responsabilidade eterna das chances perdidas ou mal vividas. Carrego em minhas costas a beleza do mundo mas também o sofrimento derramado junto a uma lágrima. Carrego comigo minha leal amiga ignorância, amigo fiel e persistente, destes que é pra vida toda, e quando tento dar uma escapulida mais sinto sua real presença ao meu lado. Contudo, apesar das queixas e das gueixas, a alma é capaz de triunfar e terminar com esse caos.

*Pedro Drumont

8 comentários:

"O Autor", disse...

Parece uma crta suicída. Credo!

Heitor Evo disse...

pior parece suicidio mesmo

eu ja sou quero evolução e tecnologia pois ela pode trazer mais preservação ao meio ambiente e mais riqueza ao mundo

sou um cara bem controverso mas vendo que a tal liberdade que temos no brazil só gera a baderna e ela é reservada aos bandidos eu prefiro a repreensão

Erich disse...

Na vida é preciso ter muita coragem para aceitar fatos que não vão mudar e sim a sua maneira de encarar estes fatos.

Márcio Daniel Ramos disse...

eu não acho nada suicida.
eu coloquei este texto como continuação do anterior para dar um exemplo de raciocínio abstrato, a capacidade de quebrar paradgmas. realmente o autor do texto e bastante radical quanto a mudar tudo, mais é com uma opnião assim que pode nascer uma revolução...

Pedro disse...

não é suicídio, muito pelo contrário, é vida. vida de verdade. não basta mudar nossa visão de se ver o quadro, isso é muito pouco, tenho q mudar o quadro, não há modo de ser complacente com tanta desgraça. Basta que ela sáia da televisão e passe ao seu lado e logo perceberá o quão inaceitável é.
obrigado por postar meu texto. um abraço.

Chris disse...

Sinto, mas tenho que concordar com vc: "Sou o insano utópico incomodado pela tristeza alheia."


Bom texto!

http://series-etc.blogspot.com/



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Josué Mendonça disse...

adorei o texto
parabéns ao autor
sucesso!

sandra disse...

Suícidas são aqueles que não tem sonhos, esse texto é recheado de sonhos e ideais compartilho com você desses mesmos ideais. Parabéns!!! O universo precisa de mais utópicos feito você.....